Páginas

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"E se der medo vai com medo mesmo..."

Eu deveria estar fazendo outra coisa.

Por medo de que minha carreira não dê certo, por medo de fazer papel de besta (aliás, sou fera nesse tipo de origami), por medo de repreensão, por medos que nem eu sei listar. Engraçado, às vezes tenho a sensação de que quem cresce em nossos aniversários são nossos medos, não nossa idade (mental, principalmente). Sei que o medo nos trouxe até aqui com o instinto de autopreservação e sobrevivência, mas não é um skill que colocaria no linkedin.

Pessoas têm medo de falar que têm medo. Não me refiro às patologias (fobias) de medo de altura, falar em público ou lugares fechados. Todos temos, em diferentes níveis, de diferentes coisas.

Recentemente assumi meu desconforto, criei vergonha e resolvi aprender espanhol, cuja língua nunca tive contato (tirando uma ex, filha de argentinos, mas é outra história. – notem a vírgula, não existe ex filho de alguma nacionalidade). Engraçado que todo brasileiro nasce com o software do portunhol, logo, todo brasileiro já é bilíngue por natureza, afinal, mesmo que não funcione, o Imagem e Ação® é mundialmente conhecido e a linguagem do amor é universal.   

Depois de uma certa idade é desconfortável começar a aprender uma nova língua; falar, ler e escrever em um nível inferior ao de uma criança alfabetizada de 6 anos (uma idade que você desejaria que seu fígado estivesse). Como diria Seinfeld, é como entrar em uma livraria (uma loja mais esperta que você), afinal, para entrar numa livraria, você precisa admitir que há algo que você não sabe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário